De senhor palhaço a senhor Maltrapilho

palhaço tristeA decadência moral de certas “autoridades” brasileiras, diga-se de passagem, em sua boa maioria e quiçá em todos os poderes chegou a tal ponto, que cada dia fica mais evidente o sagrado versículo Bíblico de Romanos  3:10 que diz: “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer”.

Para comprovar esta realidade, basta que você meu irmão patriota procure se esforçar um pouco, e se possível saia de seu casulo e procure mesmo que com certo sacrifício, empreender uma viajem de férias por alguns estados brasileiros, e se possível para alguns países nossos vizinhos.

Nem precisa pensar em primeiro mundo, claro que se isso for possível faça, viaje e conheça outras realidades, com certeza você poderá, quem sabe respirar um ar menos fétido que o nosso, no que concerne a desonestidade imoralidade e corrupção.

Mesmo que não fujamos a realidade, de que barbáries, desonestidades e corrupção exista espalhado em todo planeta, em nosso país este fato parece ter chegado ao extremo.

Por que fazendo isso, duas coisas com certeza você irá perceber e vivenciar, sendo possível que isso venha influenciar no seu crescimento intelectual e espiritual no que contribuirá para a sua própria saúde física e mental.

Sendo inegável, que os próprios profissionais da saúde admitem que a

maltrapilho 1

maioria das doenças deste século que impregnam a humanidade, tem sua origem psíquica fruto da ansiedade e depressão.

Quando resolvi rabiscar este artigo, eu estava refletindo a que caos chegamos. A degradação moral no Brasil está tão estarrecedora, que a única forma de você se sentir um pouco mais seguro, talvez seja se vestindo de palhaço ou se mascarando de doutor maltrapilho.

Imagine que o brasileiro honesto e trabalhador já perdeu o direito de ir e vir com segurança para qualquer lugar, mesmo na padaria comprar pão.

Nem você, nem seu filho, filha e nem eu, temos o direito de usar um bom aparelho de celular, um ornamento no pescoço, uma pulseira no braço e nem mesmo um relógio de pulso.

Você e nem eu, podemos mais carregar uma bolsa ou uma pasta como instrumento de trabalho. Pois, isso pode lhes custar a vida.

Neste país acabou-se o direito da família tradicional se sentar ao final da tarde, com os membros de seu clã, na varanda ou na calçada de sua casa, mesmo que seja lá numa cidadezinha do interior, para uma confraternização, um bate papo de vizinhos, fazer um crochê, ou pitar o cachimbo da paz.

Essa triste realidade, nua e crua, não está somente predestinada as grandes metrópoles, como o Rio de Janeiro e São Paulo, ela e vertente em todo o país. Nas grandes metrópoles já se considera a existência de governo paralelo, facções criminosas que ditam as regras do ir e vir de cada dia.

Mas não é diferente a insegurança e violência nas pequenas cidades brasileiras, onde as drogas químicas e sintéticas estão impregnadas também. A nova geração está impedida de contribuir antes de atingirem a maior idade, pois nem podem trabalhar e nem recebem à atenção que lhes são devidas pelo Poder Público.

Pior é que, se estas pequenas comunidades estivessem livres das drogas químicas, estariam seus membros como estão, submersas em uma outra droga pior, a do mal exemplo e da corrupção, que lhes roubam o direito de se transformarem cidadãos de bem.

Pois, não é de hoje, que todo cidadão brasileiro de média formação sabe e vivencia a realidade de que, de quase todos aqueles recursos que saem do Congresso Nacional com destino as bases da pirâmide, (os municípios) boa parte deles chegam menos da metade.

E se não há moralidade, honestidade e seriedade na aplicação dos recursos com proporcionalidade nas bases, em que pese ações como a da LAVA JATO, que se diga de passagem, devia se chamar lava dejetos, sigla que bem cairia a esta operação, o que nos resta.

Está evidente que a falta de segurança está nacionalizada, o que nos faz refletir, que talvez a saída momentânea, seria a de assumirmos a condição de palhaços da qual já estamos há algumas décadas, ou nos mascarar de senhor maltrapilho.

Chegamos ao caos, de em pleno século vinte um, no Brasil. nos tronamos prisioneiros de nós mesmos, por que habitamos em casas de muros altos e eletrificados, com ar puro limitado.

Enquanto o de melhor, o direito de ir e vir, o usufruir da natureza e da liberdade de andarmos ao ar livre, nos foi sequestrado pelos chefes do crime organizado, ante o esfacelamento e incompetência dos nossos mandatários, que corroídos pela corrupção se tornaram mais carrascos, que governantes desta nação.

Dois mil e dezoito, no entanto, é ano de renovação e aí está a oportunidade, para cada irmão brasileiro acordar. Pois, quer se queria ou quer não, esta triste realidade, por enquanto, só poder ser modificada pelas urnas, a não ser, que para a maioria dos brasileiros esteja bom assim. Continuarmos sendo os senhores palhaços, para a alegria dos muitos calhordas corruptos que nos governam.

Ou poderemos, nos mascarar de senhores maltrapilhos para não chamarmos à atenção dos malfeitores e assim podermos sair na rua para comprar o pãozinho de cada dia, ou irmos até a igreja rezar.

Por Lira Netto

 

 

 

 

,

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s